No futuro, o sucesso passa por experimentar e saber correr riscos
Ter paixão pelo que se faz, experimentar, agir rápido, errar rápido, saber “matar” o negócio e ser capaz de se reinventar foram algumas das mensagens da Porto Business School Grand Conference 2017
Para terem sucesso, neste futuro que é já hoje, as empresas devem ser ousadas e saber ajustar-se (e reajustar-se) ao ritmo rápido a que o muda o contexto. Esta foi a mensagem-chave da 7.ª edição da Porto Business School Grand Conference, que decorreu no passado dia 6 de fevereiro e que reuniu cerca de mil gestores, na Casa da Música para uma reflexão sobre como se podem preparar as empresas para o futuro. David Rowan, editar at large da revista Wired, Lisa Bodell, futurista, autora do best seller Kill the Company: End The Status Quo, Start An Innovation Revolution e Peter Diamandis, fundador da XPrize Foundation, da Singularity university e autor do aclamado “Bold: How to go big, create wealth and impact the world” compuseram o painel.
David Rowan, editor-at-large da revista Wired foi o primeiro orador do alinhamento. Para além de um outlook global sobre aquilo que são as novas tendências que estão a mudar o mundo dos negócios, David Rowan alertou para os perigos de não se estar atento ao futuro, usando os casos da Blockbuster e da Kodak. Para Rowan, o sucesso das empresas do futuro serão determinados pela sua capacidade de agir tendo sempre máxima atenção às tendências, às alterações das dinâmicas sociais e às alterações dos modelos de negócio do futuro, que estão a ditar um novo contexto de ação e interação dos negócios.
Questionar o "status quo" e “matar” o negócio, foram as mensagens-chave de Lisa Bodell, CEO da Future Think. Para a especialista em inovação e reinvenção de modelos de negócios, para que as empresas tenham sucesso, no futuro, é crucial que nas empresas não exista medo de questionar as regras já instauradas (a capacidade de questionar o status quo). Segundo Lisa, uma excelente forma de estar sempre “alerta”, passa pela capacidade de , internamente, as equipas se colocarem no lugar da concorrência e explorarem as fragilidades do seu negócio, antecipando-se, desta forma, aos reais competidores.
A última apresentação da tarde coube a Peter Diamandis, CEO da X Prize Foundation, que demonstrou que, no mundo das novas tecnologias, mesmo que uma ideia pareça absurda (ou ficcional) e que o contexto se mostre como pouco propício, pode revolucionar o mundo. Recorrendo ao caso da criação da Siri, Diamandis ilustrou como, contra todas as probabilidades, o mundo acolheu a presença de uma Inteligência artificial nas suas telecomunicações. Sob o tema "Bold: How to go big, create wealth and impact the world", Diamandis inspirou os presentes a abraçarem os avanços tecnológicos numa perspetiva positiva, assumindo que esta (r)evolução tecnológica pode fazer a diferença na construção de um mundo que se quer maior e melhor.
A fechar o evento esteve o coro da Porto Business School, Leading Voices. The Greatest, de Sia, foi o tema escolhido para encerrar a conferência reforçando a mensagem de que não devemos desistir - o futuro é hoje, pode ser um futuro positivo, depende apenas da nossa coragem e ousadia.
