Robôs vão ajudar a “habitar” o planeta Marte

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Robôs vão ajudar a “habitar” o planeta Marte

Robôs vão ajudar a “habitar” o planeta Marte

A agência espacial alemã DLR está a construir um robô autónomo, capaz de realizar tarefas complexas, que incluem, por exemplo, construir casas em Marte.

Sabemos que o futuro será cada vez mais tecnológico e que os robôs vão fazer parte da nossa vida. E já não será apenas no planeta Terra. A agência espacial alemã DLR desenvolveu um robô tão sofisticado que ajudará, literalmente, a “habitar” o planeta vermelho. Chama-se “Justin”, está a ser desenvolvido há cerca de uma década e consegue executar tarefas complexas de forma autónoma, pensar por si próprio e, imagine, até fazer chá ou café.

 

“Justin” vai ajudar a construir as primeiras casas para humanos em Marte, segundo noticiou a Wired. Equipado com um software de reconhecimento de objetos, câmaras e sensores embutidos que lhe permitem ter uma visão 3D, oito dedos articulados que possibilitam o manuseamento de ferramentas com habilidade, este robô consegue ainda fazer interface de dados, sincronizando computadores e recolhendo dados, e até carregar a sua própria bateria através de energia solar.

 

O robô, que está a ser desenvolvido pela agência espacial DLR, tem sofrido melhorias graças às componentes de inteligência artificial e que permitem realizar tarefas complexas, mesmo que não sejam programadas. Os astronautas em órbita podem apenas supervisionar o trabalho de “Justin”, habilitado a fazer tarefas de limpeza, manutenção de máquinas, inspeção de equipamentos e transportar objetos.

 

Nos testes mais recentes, “Justin” passou com distinção. Conseguiu consertar um painel solar num laboratório em Munique em apenas alguns minutos. Tudo comandado através de um tablet de um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional.

 

No final do ano passado, a NASA lançou um desafio de ideias para encontrar materiais a usar na construção de habitats em Marte e noutros planetas, com recurso à impressão 3D, uma vez que os materiais não podem ser transportados na nave espacial em órbita. O objetivo é que os robôs possam ser enviados para a lua, Marte ou outros lugares e estejam habilitados a construir casas onde os astronautas possam habitar.

 

Behrokh Khoshnevis, engenheiro da NASA e investigador da Universidade da Califórnia do Sul, trabalha há vários anos nesta área e criou um método de impressão de edifícios apelidado de "processamento de contornos". Funciona da mesma forma que a impressão 3D tradicional, com exceção das máquinas, que têm uma dimensão maior. A redução da gravidade em Marte até pode trazer algumas vantagens, porque os edifícios em 3D não precisam de suportar ventos fortes ou a pressão gravitacional, o que aumentará a resistência e a longevidade das infraestruturas.

 

Algumas das primeiras estruturas para humanos em Marte incluem estradas, proteções térmicas e de micrometeoritos, plataformas sem pó, entre outras. A NASA não anunciou quando é que os robôs de impressão 3D vão aterrar na superfície marciana ou lunar para preparar a vida dos astronautas. A NASA espera ter astronautas no planeta em meados da década de 2030.